“Nunca fui garota de acreditar em príncipes encantados, em cavalos brancos e amor a primeira vista. Sempre achei essa coisa de príncipe muito medieval, e ainda mais prosseguindo de encantado, se é encantado quando eu o beijasse eu poderia muito bem o transforma-lo em sapo. Acho lindo cavalos admito, mas tenho medo, sou desastrada, eu cairia dele na primeira cavalgada, tomaria coices dele, tenho certeza disso. E essa coisa toda de se apaixonar com apenas um olhar… sempre disse que isso era uma palhaçada, afinal você só conhece a embalagem e não o conteúdo da pessoa. Desculpa se eu tenho opinião um tanto diferente. É que eu sempre fui contra as regras, eu nunca segui padrões. Eu sempre achei bobagem andar ao pé da linha, nunca fui educada, apesar de minha mãe ter dado-me educação de sobra ainda. Desculpe mãe. Mas não sou um exemplo de garota muito menos de filha. Sempre gostei de preto, nunca gostei de rosa, mas confesso que coisas com brilho me atraem. Prefiro um bom e velho rock do que músicas clássicas tocada em pianos e ouvidas por apenas pessoas de meia idade. Desculpe de novo, mas só estou falando a verdade. A sociedade estabelece padrões, os quais eu nunca fiz questão de seguir, os quais eu sempre neguei. Agora vá em frente e confie em mim, sinta-se livre pra fazer o que quiser e se te questionaram, se te julgarem liga um “foda-se” e tudo se resolve.” — Carolina N, (ad0rmecida)

“Nunca fui garota de acreditar em príncipes encantados, em cavalos brancos e amor a primeira vista. Sempre achei essa coisa de príncipe muito medieval, e ainda mais prosseguindo de encantado, se é encantado quando eu o beijasse eu poderia muito bem o transforma-lo em sapo. Acho lindo cavalos admito, mas tenho medo, sou desastrada, eu cairia dele na primeira cavalgada, tomaria coices dele, tenho certeza disso. E essa coisa toda de se apaixonar com apenas um olhar… sempre disse que isso era uma palhaçada, afinal você só conhece a embalagem e não o conteúdo da pessoa. Desculpa se eu tenho opinião um tanto diferente. É que eu sempre fui contra as regras, eu nunca segui padrões. Eu sempre achei bobagem andar ao pé da linha, nunca fui educada, apesar de minha mãe ter dado-me educação de sobra ainda. Desculpe mãe. Mas não sou um exemplo de garota muito menos de filha. Sempre gostei de preto, nunca gostei de rosa, mas confesso que coisas com brilho me atraem. Prefiro um bom e velho rock do que músicas clássicas tocada em pianos e ouvidas por apenas pessoas de meia idade. Desculpe de novo, mas só estou falando a verdade. A sociedade estabelece padrões, os quais eu nunca fiz questão de seguir, os quais eu sempre neguei. Agora vá em frente e confie em mim, sinta-se livre pra fazer o que quiser e se te questionaram, se te julgarem liga um “foda-se” e tudo se resolve.” Carolina N, (ad0rmecida)

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E o que é que ela vê nele? Nossos amigos se interrogam sobre nossas escolhas, e nós fazemos o mesmo em relação às escolhas deles. O que é, caramba, que aquele Fulano tem de especial? E qual será o encanto secreto da Beltrana? Vou contar o que ela vê nele: ela vê tudo o que não conseguiu ver no próprio pai, ela vê uma serenidade rara e isso é mais importante do que o Porsche que ele não tem, ela vê que ele se emociona com pequenos gestos e se revolta com injustiças, ela vê uma pinta no ombro esquerdo que estranhamente ninguém repara, ela vê que ele faz tudo para que ela fique contente, ela vê que os olhos dele franzem na hora de ler um livro e mesmo assim o teimoso não procura um oftalmologista, ela vê que ele erra, mas quando acerta, acerta em cheio, que ele parece um lorde numa mesa de restaurante mas é desajeitado pra se vestir, ela vê que ele não dá a mínima para comportamentos padrões, ela vê que ele é um sonhador incorrigível, ela o vê chorando, ela o vê nu, ela o vê no que ele tem de invisível para todos os outros. Agora vou contar o que ele vê nela: ele vê, sim, que o corpo dela não é nem de longe parecido com o da Daniella Cicarelli, mas vê que ela tem uma coxa roliça e uma boca que sorri mais para um lado do que para o outro, e vê que ela, do jeito que é, preenche todas as suas carências do passado, e vê que ela precisa dele e isso o faz sentir importante, e vê que ela até hoje não aprendeu a fazer um rabo-de-cavalo decente, mas faz um cafuné que deveria ser patenteado, e vê que ela boceja só de pensar na palavra bocejo e que faz parecer que é sempre primavera, de tanto que gosta de flores em casa, e ele vê que ela é tão insegura quanto ele e é humana como todos, vê que ela é livre e poderia estar com qualquer outra pessoa, mas é ao seu lado que está, e vê que ela se preocupa quando ele chega tarde e não se preocupa se ele não diz que a ama de 10 em 10 minutos, e por isso ele a ama mesmo que ninguém entenda.
Martha Medeiros (via desejo-lhe)

(Source: perenal)

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